Na segunda-feira, 13 de março de 2017, a Câmara de Madri aprovou o Plano A contra a poluição na cidade. Para colocá-lo em prática, contará com 543,9 milhões de euros. Este plano visa proteger a saúde e reduzir os níveis de contaminação por dióxido de nitrogênio e, assim, respeitar os limites determinados pela Comissão Europeia em 2010. Trata-se de uma série de medidas transversais que visam modificar costumes no que diz respeito ao deslocamento urbano dentro da cidade, tanto com mudanças de comportamento do pedestre, ao proporcionar calçadas mais largas, como promovendo a mobilidade compartilhada.

Este plano reconhece o excesso de veículos que circulam todos os dias pela cidade e, embora o número de veículos tenha sofrido uma redução de cerca de 400.000 unidades com a implantação do SER, ainda estamos falando de um número excessivo não tanto no que se refere ao número de vagas para estacionar, mas sim por seu impacto na poluição. Continuando com a implantação de áreas de prioridade residencial no centro da cidade (atualmente os bairros das Letras, Ópera e Cortes), até 2018 será estabelecida uma Área Central de Baixas Emissões que constituirá uma grande área de prioridade residencial no distrito central, onde será proibido o trânsito de veículos de não residentes. Isto representa um aumento da experiência da EYSA na gestão do centro de controle de acessos, já que atualmente prestamos este serviço nas diferentes APRs da cidade de Madri, bem como na cidade de Huesca.

Alinhado a este objetivo de redução dos veículos que acessam a capital todos os dias, juntamente com o compromisso ambiental de garantir que esses veículos tenham o selo outorgado pela DGT de veículo limpo, a partir de 2020 não poderão estacionar na zona SER os veículos que não tiverem dita certificação.

Além disso, estas medidas são complementadas por outras como a criação de estacionamentos periféricos, com até 9.500 vagas em 12 unidades, ou seja, o proprietário de veículos sem o selo da DGT terá a opção de estacionar no perímetro externo da M-30.

Com o mesmo fim de atender o cidadão que deseja acessar a cidade, serão criados corredores de ônibus de alta capacidade com conexão entre os distritos.

A própria câmara municipal se impôs obrigações, adotando uma série de medidas do ponto de vista administrativo como a incorporação de critérios ambientais na contratação de terceiros, a troca da frota municipal por veículos de baixas emissões, o monitoramento e as intervenções nos edifícios municipais para cumprir os critérios de eficiência energética.

Este plano aborda problemas históricos que coincidem com o diagnóstico que temos na EYSA graças à nossa experiência na gestão de estacionamentos em superfície, e nos referimos à racionalização dos espaços dedicados a carga e descarga de mercadorias, visto que atualmente o uso de tais vagas nem sempre é respeitado, sendo ocupadas por toda classe de veículos. Então, com este plano, a prefeitura incorporará um sistema pioneiro na Espanha com o registro dos usuários deste tipo de vaga para que as operações de Carga e Descarga sejam realizadas no menor tempo possível, minimizando assim os inevitáveis inconvenientes que são gerados.

Alinhados aos compromissos que serão implementados pelo Plano A, a EYSA e o grupo PSA desenvolveram em dezembro um serviço de car-sharing elétrico (compartilhamento de carro elétrico) chamado EMOV, que se enquadra perfeitamente nas diretrizes centrais do plano para incentivar a mobilidade compartilhada e limpa.

Na EYSA, uma empresa dedicada a oferecer soluções de mobilidade, vemos este Plano A como uma grande oportunidade para mudar a forma de deslocamento dos cidadãos para um uso mais racional do veículo particular, implementando serviços nos quais já estamos trabalhando e apresentando ideias de gestão que mudarão a fisionomia da cidade.

 

 

Crédito foto:  FreeImages.com/Pierre Benker